Ave, Ó Cheia de Graça
O
evangelista quer mostrar em Maria um perfeito modelo de vida cristã ou uma
preocupação de querer dizer às comunidades nascentes que em Maria, se antecipa
a vocação da Igreja e de cada cristão em relação à revelação divina dada em
Jesus Cristo.
Maria é
sempre apresentada como uma presença discreta, preocupada somente com a
compreensão e a realização da vontade do Pai, a partir dos acontecimentos na
vida de Jesus, segundo nos permite dizer o evangelista: “Maria, contudo,
conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos em seu coração”. (Lc 2,
19).
Assim, como não se pode falar de Jesus, sem
falar de sua mãe, Maria de Nazaré; assim, não se pode falar da verdadeira
Igreja de Cristo, sem tomar em consideração o amor e a devoção com que, desde o
começo, o povo de Deus invoca Nossa Senhora; assim, não podemos deixar falar do
papel de Maria Santíssima em nossa vida de Cristãos.
Eis aí
tua Mãe.”: a Igreja sempre acreditou que estas palavras-testamento de Jesus do
alto da cruz ao apóstolo e evangelista João, são para todos os discípulos de
Jesus, de todos os tempos. Assim, desde o começo, os cristãos amam, veneram
e a invocam como Mãe. A mãe de Jesus, verdadeiramente, é mãe do povo de Deus,
Mãe da Igreja! A concepção virginal de Maria é um sinal de caráter gratuito da
redenção. Esta se deve não à vontade da carne, nem à vontade do homem, mas a
gratuita e livre iniciativa de Deus.
O que a
Igreja Católica Apostólica Romana crê acerca de Maria funda-se no que ela
acredita a respeito de Cristo, o que a fé ensina sobre Maria é iluminada por
sua fé em Cristo. E não há dúvida: o povo de Deus ama Nossa Senhora! Foi o amor
e a devoção a ela, que, durante séculos, sustentou a fé de nosso povo, também
onde não existia quase nenhuma presença Pastoral. Ela foi preservada de toda a
mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição (Imaculada
Conceição). Ela permaneceu sempre virgem (Virgindade Perpétua) durante o
nascimento de Jesus e durante toda a sua vida terrena. “A Imaculada Mãe de
Deus, sempre virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada à
glória celeste em corpo e alma...” (Assunção ao Céu).
Ela não
teve outros filhos, pois qual seria o significado de Jesus entregá-la à João, o
discípulo mais amado, aos pés da cruz? Jesus estava indo para a casa do Pai e
José já havia morrido, logo, Maria ficaria sozinha. Se tivesse outros filhos,
Jesus não poderia fazer isso. isso confirma um erro que nossos irmãos de
outros credos dizem a respeito de Maria.
não importa com qual nome Ela é venerada, o importante é que Ela sempre
aponta para seu Filho dizendo: "Fazei tudo o que Ele vos mandar".
Ave, cheia de Graça
obs. EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
MARIALIS CULTUSDO SANTO PADRE PAULO VI
PARA A RETA ORDENAÇÃO
E DESENVOLVIMENTO DO CULTO
À BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

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