POR TRÁS DA DOR

Hoje, existe uma geração ferida, um geração de pessoas machucadas, uma geração cercada de milhões de opções que, muitas vezes, nos leva ao sofrimento a dor e a solidão. O machucado, a dor, o sofrimento fazem parte da nossa natureza, marcada pelo pecado. Nós trazemos em nossos corpos, marcas, cicatrizes. Eu mesmo trago, no meu corpo cicatriz de três cirurgias, tenho cicatrizes de machucados provocados por: quedas, ferimentos, principalmente se somos hiperativo, quando criança. Todos nós temos algum tipo de marca. Marcas exteriores que todos olham e podem ver. Alguns têm nos braços, outros nas pernas, no pescoço, na cabeça,  nos enfim...

Penso na quantidade de jovens machucados, com cicatrizes deixadas no corpo, feridas abertas que ainda sangram na alma.  Abandono, abusos sexuais, bullying, preconceito, álcool, e tantas outras coisas que fazem feridas profundas, e acabam recebendo criticadas severas, em vez de ajuda, carinho, proteção, e por que não, colo!  bullying,  e todas essas coisas citadas, acabam se tornando grandes feridas.

Existem muitos jovens que, hoje buscam se encontrar em meio à escuridão desse mundo, porém, na escuridão ninguém se encontra, pelo contrario, se perdem.  Cada vez mais jovens se perdem e acabam entrando para o submundo da solidão e da dor.  Muitos buscam outros caminhos e acabam caindo em abismo profundo. Fico imaginando quantos jovens estão sufocados, perdidos em sua própria solidão.

Pessoas machucada produz certa vergonha por ter sido vítimas, e acabam produzindo pensamentos de inferioridade, de destruição e descrença por se encontra em uma situação de vulnerabilidade, assombradas pelos fantasmas do presente e muitas vezes de fantasmas criado na inocência da vida.


Mas, existem cicatrizes, resultantes, de feridas que os olhos não podem ver, não são feridas externas, chamo de “feridas veladas”, aquelas que estão escondidas. Talvez, você me pergunte: Mas o que são feridas escondidas? São aquelas feridas que tentamos ocultar para que ninguém veja a nossa fragilidade.

          


                                                 “Geração Cutting”

Existe uma geração de jovens mutiladores, que se ferem para aliviar suas dores internas, um verdadeiro grito de “socorro”. Automutilação é uma realidade cada vez mais presente, até mesmo entre jovens, crianças e adolescentes cristãos. Muitos profissionais, educadores, catequistas estão tentando abrir os olhos de pais e responsáveis para esse drama vivencial de tantos jovens e adolescentes.

Não podemos negar, que o “cutting” ou automutilação  é, na verdade, um pedido silencioso de socorro. Esta realidade não discrimina classe social, raça ou religião. Alerto aqui, o poder maligno, das mídias sociais na disseminação dessa prática e a importância da ação dos pais, dos educadores, dos catequistas, e da própria igrejas no combate a este mal que devasta e deixa marcas profundas, não só no corpo mais principalmente, na alma.

 É importante  para os pais,  responsáveis e educadores, que o “cutting” é uma doença psicológica grave, que provoca oscilação no humor, no comportamento do indivíduo. O isolamento e a agressividade é o principal sintoma dessa doença maligna. O individuo tem medo de ser abandonado pelas pessoas mais próximas, pelos familiares, amigos e seu  próprio grupo, e extravasa essa insegurança com um comportamentos impulsivo e muitas vezes, agressivo.


O que vem nos assustando neste momento, é o crescimento desse comportamento entre os jovens e adolescentes que praticam a automutilação apenas por modismo, ou por se auto afirmarem, para serem aceitos no meio do grupo.   
Não é difícil você encontrar nas redes sociais vídeos de jovens e adolescentes se automutilando, apenas pelo prazer de serem visto e conhecidos, isso lhe dá “likes”. Perigoso né?



Infelizmente, a automutilação já provocou vítimas aqui mesmo no Brasil e no meio de nós.  A automutilação tem uma causa, um principio, uma raiz na qual temos que estamos atentos e perceber os primeiros sinais  para e ajudá-los a combater e a se encontrar. Não é verdade?



Esta dor é provocada por diversas realidades, grandemente assustadoras vividas por tantos jovens e adolescentes. A depressão, o abandono, o dullying, as agressões físicas e psicológicas, a culpa, o medo, a insegurança, a baixa autoestima, o preconceito, e tantos outros tipos de violência sofridas tem aumentado na chamada  “Geração Cutting”.


O que estamos esperando?

A dor que os jovens estão sentindo na alma, Jesus sentiu na Cruz, e é a mesma dor de muitos pais, professores, educadores, catequistas.

Fiquem alerta!!!




                                                            Gabriel Sena 

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