A Igreja Católica que não esta nos livros acadêmicos


A Igreja Católica que não esta nos livros acadêmicos


Infelizmente muitos estudantes secundaristas e até mesmo, universitários e também, muitos católicos, tem uma visão totalmente deturpada a respeito da Historia da Igreja, Sua vida e sua trajetória nesses mais de  dois mil anos de peregrinação. Muitos não conhecem sua importância para a historia atual da humanidade, esquecem quem ela é, e como nasceu. Tudo isso acontece por causa da imagem deturpada e preconceituosa que muitos professores, possuem a respeito da Igreja Católica, especialmente alguns professores de história, que, sem nenhum critério de pesquisa e sem   nenhuma formação sobre a veracidade dos fatos,  passam para seus alunos conteúdos que não são verídicos. 

Sabemos que existem milhares de livros de História que falam sobre a Igreja Católica e que  não são confiáveis,  porque não possuem uma pesquisa histórica dos fatos narrados. Isso é grave!
Centenas de livros narram uma trajetória fictícia da Igreja Católica que não segue rigorosamente os critério de historicidade, entre eles, alguns se tornaram best seller.  Um exemplo dele é  o Código da Vinci que mostra uma  Igreja Católica como uma Instituição corrupta, perversa e sem caráter. Uma instituição dominadora que, com seu papel, impõe medo ao seus seguidores e ao mundo. Pior ainda, narra que esta instituição criou a Divindade de Jesus. Absurdo né!!!   No entanto, isso é ensinado em algumas escolas;  porém, ainda existem professores que pegam essa leitura  fictícia e repassam para seus alunos sem nenhum critério, como se, aquilo  que é ensinado fosse realmente verdadeiro, ou como uma história oficial a respeito da Igreja. Simplesmente, absurdo, não acha!

Não podemos nos calar diante de tão grande absurdo. É hora dos jovens estudantes, especialmente os católicos, conhecerem o outro lado desta  história. Obviamente o que é passado para os estudantes nas escolas não passa de uma sombra da vida da Igreja.   No entanto, nossa história tem mais de dois mil anos que brilhou num tempo obscuro e continua brilhando como sob o comando do Espirito Santo, Tradição, do Magistério e da Sagrada Escritura.

Infelizmente não tenho como descrever neste  pequeno artigo uma historia tão intensa, e tão cheia de sofrimentos, sangue e glória.
Foi a Igreja que mudou esta civilização na qual podemos andar de cabeça erguida. Esta instituição opressora, corrupta, perversa, descrita em alguns   livros de  historia, é a instituição que prima pela liberdade, pelos oprimidos, fracos, doentes, perseguidos, marginalizados e  que carrega em sua  bandeira, a marca do respeito pelos direitos humanos, da luta  pelos direitos das  mulheres, pelos imigrantes, crianças e idosos, porém, ainda assim,  somos chamados de opressores em alguns livros.

No seu silencio, a Igreja trabalha incessantemente em tantas áreas tais como: ciência, filosofia, medicina, música, agricultura, educação sem falar na caridade, nossa meta prima. No entanto, todos os historiadores sérios são unânimes em afirmar a importância do papel da Igreja na historia como defensora da cultura e dos direitos humanos e do meio ambiente.   

Há mais de dois mil anos, muitos tentam destruir esta instituição chamada Igreja Católica Apostólica Romana, e confiando nas próprias palavras de Jesus levantamos nossa bandeira em meio as tempestades que se levanta contra nós:  “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”; (Mt 16:18).
Bárbaros tentaram destruir a Igreja, Átila tentou destruir Roma.  No entanto, foi Leão Magno que o enfrentou, e o mesmo ele fez com tantos outros bárbaros. Mesmo Roma destruída, continuou das cinzas sua missão neste mundo. Com sua Organização Temporal, a Igreja Católica enfrentou, e vem enfrentado os bárbaros dos primeiros séculos como os bárbaros dos nossos tempos.   Com o nosso princípio evangélico, estamos  subsistindo as tempestades que nos vem todos os dias, crendo sempre naquela Palavra:   Não vos deixarei órfãos” (João 14:18).

Os livros não contam que foram grandes homens como: Leão Magno, Bento de Núcia, Agostinho de Hipona e tantos outros que, do caos da barbárie, começaram a modelar uma nova civilização tendo como ferramenta a Tradição e Magistério da Igreja, por amor a Deus e a humanidade. Os cristão sempre souberam que,  Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (1Ts 5,17) 


A Igreja recomeçaria do pó e da esperança de homens e mulheres que confiavam em um Deus Ressurreto.  Ela, sempre teve consciência do seu papel na historia, e de suas responsabilidades sociais. Os Cristãos do primeiro século souberam enfrentar a longa e árdua missão de civilizar os bárbaros pela amabilidade e pelo acolhimento. Não é diferente de nossos dias, civilizamos novos bárbaros amando e respeitando suas ideologias. Por isso, naquele tempo, tiveram êxito, e hoje continuamos a colher os frutos plantados por nossos antepassados que, com seu sangue souberam regar e adubar esta arvore frutuosa chamada Igreja Católico. Não está nos livros escolares o papel decisivo desses homens nos dia mais tenebrosos da historia da humanidade. Isso é omitido ou deletado da história, porque não interessa para a nova civilização cibernética  onde a fé não passa de uma alegoria do passado.

No século III foram os mosteiros que tiveram papel fundamental da defesa da nova civilização. Eles vieram do oriente trazido por Santo Antão e outros padres do deserto. O papel dos mosteiros foi primeiro espiritual; a fé os sustentava e com ela os monges alimentaram  um mundo em uma época de grande caos. Durante o longo período de grandes invasões bárbaras que duraram seis séculos, as casas beneditinas foram oásis de paz e de ordem, especialmente, o mosteiro de Monte Cassino.  Saqueada, destruída, arrasada por terremoto.  Entretanto, os  monges beneditinos sempre reconstruíram com paciência e fé.  No século XIV a ordem Beneditina já tinha dado a Igreja 24 Papas, 200 cardeais, 7000 arcebispos 15.000 mil bispos, 37.000 mosteiros. Sem falar nos mosteiros que se dedicavam a pesquisa da medicina, cultura, agricultura, verdadeiros lavradores e desbravadores. Isso também não está nos livros. 
Tanto a  história,  como  pesquisadores provam que nada é mais absurdo do que certas afirmações que vemos hoje de que o pensamento da idade media era estagnado, que  a igreja era obscurantista, ou que o pensamento era aprisionado pelo medo da inquisição imposto pela igreja. Para começar a entender a questão, é fundamental conhecer o contexto mental, histórico, cultural e político da época. 

O maior de todos os erros ao se analisar este assunto, é querer julgar fatos ocorridos numa outra era, usando os padrões da moral de hoje. A mentalidade, os valores éticos e os conceitos de moral mudam. E natural que progridem com o passar do tempo. Sem a consciência de que a moral humana evolui é inviável analisar acontecimentos antigos. Tomemos como exemplo o próprio Antigo Testamento da Bíblia: os hebreus aplicavam a pena de morte por apedrejamento aos membros da comunidade que transgredissem a lei de Moisés, até mesmo aos filhos desobedientes este fato está narrado no livro de  Deuteronômio 21,18-21 e outros. Nos dias de hoje, uma pena dessas seria vista como desumana, cruel, hedionda. Naquela época, dentro da mentalidade e da cultura daquele período histórico, era considerada um ato de justiça. Sim, o tempo passa e os conceitos de moral e justiça vão se aperfeiçoando. 

E, como cristãos, cremos que é Deus mesmo Quem nos dá consciência e capacidade intelectual para que possamos evoluir e viver cada vez mais e melhor o Caminho de Salvação, preparado para toda a humanidade e cumprido plenamente em Cristo.  
O primeiro passo, portanto, é entender o óbvio: a Inquisição existiu num período histórico muito diferente do nosso, com padrões de moral e justiça completamente diversos dos que conhecemos atualmente. Tanto  que, falar mal do rei ou falsificar a moeda era punido com a pena de morte, o que era visto por aquela sociedade como perfeitamente correto e justo. Dentro desse contexto, o que mereceriam os traidores de Deus?

No entanto, há um grave erro imaginar que a Inquisição Católica foi a única inquisição religiosa que existiu. Não estou velando um período obscuro da historia da Igreja, e sim mostrar um contexto histórico da época. Nesse período histórico, governos de todas as nações eram extremamente violentos, se comparados aos de hoje; a lei e a ordem eram mantidas com mão de ferro e as penas eram sanguinárias em todas as culturas, tanto cristãs quanto islâmicas, hindus e pagãs em geral. Parece que uma página muito especial é descartada deste capítulo da História, por muita gente, quando se discute o assunto Inquisição. Porem, eu te faço uma pergunta:


1) Que instituição religiosa condenou mais de 300 pessoas pela prática de bruxaria, decretando tortura e pena de morte na forca às famosas "bruxas de Salem"?

2) Que instituição religiosa levou à morte mais de 30.000 camponeses anabatistas na Alemanha?

3) Sob que ordens o médico espanhol Miguel Servet Grizar, o descobridor da circulação sanguínea, foi condenado a morrer na fogueira por causa dessa descoberta? 

4) Quem mandou para a fogueira mais de mil mulheres escocesas, num período de seis anos (1555 - 1561)?

Bem... Essa pergunta eu deixo você responder.

Nenhuma outa instituição contribuiu tanto para moldar a nossa civilização ocidental. Mas, infelizmente tudo é ocultado pelos que não gostam da Igreja, e por aquele que acham, uma instituição dominadora. É essencial que possamos recuperar esta verdade intencionalmente escondida. Ainda hoje, há livros que apresentam uma visão totalmente errada da civilização ocidental. A civilização ocidental na verdade tem uma enorme dívida com a Igreja pelo sistema universitário, cultural e cientifica, pelo trabalho de caridade realizado pela Igreja, pelo advento da lei internacional, as ciências, as artes, músicas e muitos mais.  No entanto, tudo  isso fica velado nos livros.
Os livros não contam que foram os monges copista da Igreja Católica que preservaram a herança literária do mundo antigo após a queda de Roma no século V, sob domínio dos bárbaros. Eles dominavam e destruíam não só os povos, mas também sua cultura. No entanto, foram os monges que guardaram tão precioso tesouro da humanidade.   Como também não estão nos livros, que foi as leis canônicas, o primeiro sistema de leis  usada na Europa.


Enfim, não tem como falar de uma instituição com mais de dois mil anos em poucas paginas, sem falar da sua maior missão que infelizmente não estão nos livros acadêmicos. Muitas pessoas não sabem que a Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados? Quando a epidemia de AIDS estourou nos Estados Unidos  e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo. Sem falar o surto do ebola na África ocidental onde morreram muitas freiras e padres que cuidavam de doentes infectados. Isso os livros não mostram. 

No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância.  Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância.  Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1  leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.
Será que existe alguma empresa ou instituição que faz pelo menos, isso?
A Igreja, com seu trabalho silencioso vêm transformando vidas e levando a Palavra  de Vida aos quatro cantos da terra.

Assim somos nós,  um povo que vive da esperança e da fé cumprindo uma missão dada por Jesus  Cristo: “Ide por todo o mundopregai o evangelho a toda criatura” de Mc 16,15.   Assim somos nós, uma Igreja que trabalha em silencio. Somos a Igreja Católica Apostólica Romana. 

Gabriel Sena
www.ocatolicofiel.com.br 
prof. Felipe Aquino - Canção Nova  


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